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20 de setembro de 2011
Bom dia queridos,
Fiz um trabalho para o seminário sobre os primeiros sete Concílios da igreja e, resolvi postar no blog, porque neste trabalho também falo um pouco de um período importante da história da igreja que foi um período de grande difusão da mesma e sua mistura com o paganismo.
Bjs,
Fiquem com Deus
1.      OS SETE CONCÍLIOS

Segundo o Dicionário Priberam da língua Portuguesa a palavra Concílio [Do lat. Concilium.] significa reunião, assembléia. Podemos dizer ainda que, a palavra Concílio, significa “assembléia reunida por convocação”.
Os sete Concílios da igreja foram assembléias convocadas por líderes, para definirem e deliberarem sobre pontos pertinentes à missão da igreja, assim como, questões doutrinárias.
Os Concílios, chamados de Ecumênicos ou “Assembléias Universais”, eram convocados por ingerência do Estado, visando à unidade da Igreja.
Para entendermos melhor como se iniciaram os Concílios, é válido destacar o contexto histórico anterior ao surgimento do primeiro Concílio
Os três primeiros séculos do Cristianismo foram tempos da perseguição aos cristãos, por parte do Império Romano. Nesta época não houve Concílio algum, se descontarmos, de seu número, o primeiro realizado em Jerusalém, ainda entre os Apóstolos.
Em outubro de 312, um general do exército romano, chamado Constantino, atacou Roma para depor Maxêncio, o homem que alegava ser o imperador, e tomar o trono do império. Constantino foi o general-comandante nas legiões romanas na Bretanha e na Europa ao norte dos Alpes durante vários anos e acreditava ter mais direito de ser imperador do que qualquer de seus rivais. Provavelmente, tinha bons conhecimentos do cristianismo, mas não existem provas de sua conversão a fé, nem mesmo de uma forte simpatia por ela antes de sitiar Roma em 312. Segundo seu biógrafo, o bispo cristão Euzébio, Constantino fez um apelo a qualquer deus que pudesse ajudá-lo a derrotar seu rival e teve a visão de um símbolo cristão com as palavras “Sob este símbolo vencerás”. Segundo se declara entrou na batalha no dia seguinte com o símbolo de Cristo exibido em suas bandeiras e escudos de guerra e seu inimigo Maxêncio foi jogado na Ponte Mívia na periferia de Roma, no rio Pó onde se afogou. Euzébio, que considerava Constantino um grande herói, comparou Maxêncio com faraó e Constantino com Moisés e declarou que a vitória foi uma intervenção divina.
Depois de se tornar imperador, Constantino promulgou o “Edito de Milão”, que declarou oficialmente a tolerância imperial do cristianismo (313). Constantino decidiu aceitar o Cristianismo por motivos predominantemente políticos, no entanto, a partir de então, promulgou uma série de editos que restauravam aos cristãos os seus bens, e paulatinamente, começou a favorecer os cristãos e o cristianismo mais do que as demais religiões. Constantino nunca chegou a fazer do Cristianismo a religião oficial do império e permaneceu o sumo sacerdote da religião pagã oficial do império, até ser batizado pouco antes de sua morte em 337.
Durante todo o seu reinado, o relacionamento entre Constantino e os líderes cristãos foi tempestuoso. Chegou a se considerar o “bispo de todos os bispos” e o “décimo terceiro apóstolo” embora fosse pagão e recusasse o batismo até chegar praticamente no leito de morte. Aparentemente, a unificação da igreja foi uma de suas obsessões e o domínio da liderança eclesiástica, o meio de atingir o seu objetivo. As igrejas cristãs do império estavam seriamente divididas na ocasião de sua ascensão e Constantino queria usar o cristianismo como uma “cola” para reunificar o império. Para tanto, precisava extirpar os cismas, as heresias e as dissensões onde quer que estivessem. Na ocasião de sua morte, Constantino não havia resolvido totalmente esse assunto e muitos historiadores eclesiásticos argumentam que, na realidade, ele apoiava tanto as heresias como a ortodoxia.
No reinado de Constantino, aconteceram vários eventos importantes para o Cristianismo e para a teologia.
Em primeiro lugar, conforme já foi observado, a perseguição oficial dissipou-se e, ser cristão, pelo menos de nome, passou a ser popular e prudente. Hordas de pagãos não convertidos entraram como uma inundação para as igrejas cristãs simplesmente para ganhar posição aos olhos da corte imperial e da burocracia dirigida por Constantino.
Em segundo lugar, saiu de Roma e edificou uma “Nova Roma” no Oriente como a nova capital imperial. Escolheu a cidade de Bizâncio (atual Istambul, na Turquia) e deu-lhe um novo nome em homenagem a si mesmo: Constantinopla.
Em terceiro lugar, o cisma mais divisor que a igreja já havia experimentado ocorreu no reinado de Constantino. Começou em Alexandria e se propagou por todo o império, causando maior impacto na metade que falava grego. Ficou conhecido por controvérsia ariana (Arianismo- Heresia fermentada por um Presbítero do 4° século chamado Ário. Negando a divindade de Cristo, ensinava ele ser Jesus o mais elevado dos seres criados. Todavia, não era Deus. Por este motivo seria impropriedade referir-se a Cristo como se fora um ente divino. Para fundamentar seus devaneios doutrinários, buscava desvalorizar o evangelho de João por ser o propósito desta Escritura, justamente, mostrar que Jesus Cristo era, de fato, o filho de Deus.) e passou por várias etapas durante quase todo o século.
Em quarto lugar, a igreja celebrou seu primeiro concílio ecumênico (universal) a fim de dirimir conflitos doutrinários e eclesiásticos: O Concílio de Nicéia em 325. Foi Constantino quem o convocou e o presidiu. A doutrina formal e oficial ortodoxa da Trindade foi elaborada, em meio às fortes críticas, e expressa no credo normalmente conhecido como Credo de Nicéia, mas, oficialmente chamado Credo Niceno - Constantinopolitano (por ser sua versão definitiva concluída no Concílio de Constantinopla em 381) acabou se tornando a declaração universal de fé da cristandade.
Os sete Concílios são:
·         Concílio de Nicéia em 325;
·         Concílio de Constantinopla em 381;
·         Concílio de Éfeso em 431;
·         Concílio da Calcedônia em 451;
·         Concílio de Constantinopla II em 553;
·         Concílio de Constantinopla III que teve duração de quase um ano, 680 à 681;
·         Concílio de Nicéia II em 787.
À seguir, uma breve descrição dos Concílios acima citados.




1.1 Primeiro Concílio: Concílio de Nicéia – (De 20/05 a 25/07 de 325)

O assunto principal tratado neste Concílio foi à natureza de Cristo dentro da Trindade.
Os principais personagens foram: Ário, de Alexandria; Alexandre, de Alexandria; Eusébio de Nicomédia.
 Para entendermos a relevância do Concílio de Nicéia, é preciso fazer uma pausa e relembrar a situação em que a igreja se encontrava pouco antes de 325. Bispos e outros cristãos líderes foram perseguidos com ferocidade, e por vezes, executados pelas autoridades romanas. Os templos das igrejas foram confiscados e transformados em templos de deuses e deusas ou locais de adoração ao imperador. A igreja cristã era em geral, considerada uma seita religiosa estranha e uma ameaça em potencial ao império por está cheia de subversivos que se recusavam a honrar o imperador venerando seu “gênio”. De repente, tudo mudou. O mundo parece simplesmente virar de cabeça para baixo. Agora, um imperador romano, um dos mais fortes que já havia aparecido depois de muitos anos, ordenava que todos os bispos cristãos comparecessem para deliberar em uma reunião que ele presidiria.
Alguns cristãos perceberam a ameaça inerente da prepotência imperial no lugar da perseguição imperial. A maioria, não. O imperador convocou os bispos, e prometeu que pagaria as despesas e forneceria proteção. A maioria dos bispos do Oriente compareceu. As condições impróprias para a viagem e as dificuldades com o idioma impediram o comparecimento de muitos bispos do Ocidente. Mesmo assim, os ramos Oriental e Ocidental do cristianismo, Ortodoxo e Católico, vieram a reconhecer esta reunião em Nicéia, em 325, como o primeiro concílio ecumênico da igreja. Outros se seguiriam, mas nenhum seria tão importante.
Trezentos e dezoito bispos estavam presentes nas cerimônias de abertura. Infelizmente, não sobreviveram registros contemporâneos das sessões do concílio em si. O concílio durou dois meses e tratou de muitas questões que confrontavam a igreja. Aproximadamente vinte “cânones” ou decretos distintos foram promulgados pelo imperador e pelos bispos a respeito de assuntos que variam desde a deposição de bispos relapso até a ordenação de eunucos. O concílio ofereceu oportunidade de muitas dúvidas que atormentavam as igrejas, inclusive a maneira exata de fixar a data da páscoa e a situação de bispos que se mudavam de uma sé para outra. Todos estes assuntos, no entanto, eram de importância secundária à razão principal do concílio. O imperador conclamara o concílio para dirimir a controvérsia ariana e era a respeito dela que os bispos queriam falar.
Dos 318 bispos que estavam presente na abertura do concílio, somente 28 eram declaradamente arianos desde o início. O próprio Ário não teve permissão para participar do concílio por não ser bispo. Foi representado por Euzébio de Nicomédia e Teogno de Nicéia.
Principais Decisões do Concílio de Nicéia:
·         A confissão de fé contra Ário: Igualdade de natureza do Filho com o Pai. Jesus é “Deus de Deus, Luz da Luz, deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai”.
·         Fixação da data da Páscoa a ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera (Hemisfério Norte).
·         Estabelecimento da ordem de dignidade dos Patriarcados: Roma, Alexandria, Antioquia e Jerusalém.

1.2 Segundo Concílio: Concílio de Constantinopla – (Maio a Junho de 381)

O principal assunto tratado foi o modo em que a humanidade e a divindade se relacionam em Jesus Cristo. Tratou também, do conflito entre a escola de Alexandria (alegorista) e a de Antioquia (literalista).
 Os principais personagens foram: Apolinário, bispo de Laodicéia na Síria (Apolinário procurava destacar a unidade de Jesus e não a dualidade, pois não existem dois Filhos de Deus, segundo ele. Do outro lado, Damário, bispo de Roma, e Gregório de Nazianzo (um dos grandes capadócios) que argumentaram que Deus salva o homem na sua totalidade. 
 Houveram vários sínodos que se pronunciaram contra o Apolinarismo, e este foi condenado, por fim, neste 2º  concílio ecumênico em Constantinopla . Este concílio também reafirmou as decisões de Nicéia contra o arianismo.  
 Quando Alexandre, bispo de Alexandria, foi ao Concílio de Nicéia para defender a causa trinitária contra Ário e os seus seguidores, levou consigo um jovem assistente chamado Atanásio, que tinha apenas vinte e poucos anos, mas prometia muito como teólogo. É improvável que Atanásio tenha desempenhado qualquer papel relevante no concílio, mas posteriormente foi preparado por Alexandre para ser seu herdeiro na liderança da sé de Alexandria. Quando Alexandre morreu em 328, Atanásio, com trinta anos, sucedeu-lhe neste estratégico cargo eclesiástico.
Atanásio atuou como arcebispo e patriarca de Alexandria durante 45 anos, até sua morte em 373. Passou um terço deste período em exílio forçado, por causa da defesa resoluta da terminologia essencial do Credo de Nicéia diante da oposição imperial. Gonzales expressa o consenso da maioria dos teólogos cristãos ao dizer: “Atanásio foi, sem dúvida alguma, o bispo mais notável que chegou a ocupar a antiga sé de Alexandria e (...) foi também o maior teólogo de seu tempo”. No seu século e durante toda a sua vida, Atanásio foi extremamente controverso.
Muitos bispos e imperadores consideravam-no um controversista inflexível que se recusava a ceder teologicamente em prol da unidade eclesiástica. Entre os anos de 325 e 332, exatamente quando Atanásio estava assumindo seus deveres como bispo de Alexandria, o imperador Constantino começou a mudar de partido no assunto (Arianismo), sob pressão de bispos e conselheiros que secretamente simpatizavam com Ário e dos bispos que o apoiaram e foram depostos e exilados. Estes simpatizantes do arianismo conseguiram conquistar a confiança do imperador e este começou paulatinamente a pensar em mudar o credo e até mesmo a restaurar Ário e os bispos de Nicomédia e Nicéia.
Em 332, Constantino declarou Ário restaurado como presbítero em Alexandria e ordenou que o novo bispo o aceitasse de voltas a comunhão da igreja naquele local. Atanásio recusou-se a não ser que Ário afirmasse homoousios ([Do gr. homo, mesmo + ousia, substância] Termo que começou a ganhar importância a partir do Concílio de Nicéia em 325. Em meio aos debates cristológicos, serviu para mostrar que o Filho tem a mesma substância do Pai, o mesmo acontece com o Espírito Santo em relação às duas primeiras pessoas da Santíssima Trindade.), como descrição do relacionamento entre o Pai e o Filho. Ário não quis. Atanásio rejeitou-o e desconsiderou as exortações e ameaças do imperador. Como resultado, Constantino exilou Atanásio para o posto avançado mais afastado do Império Romano no Ocidente: a cidade alemã de Tréveris. Seu exílio começou em novembro de 335 e durou até a morte de Constantino em 337. Durante este período de ausência de sua sé, no entanto, Atanásio permaneceu como o único bispo reconhecido de Alexandria. Os bispos do Egito, os presbíteros e o povo de Alexandria recusaram-se a substituí-lo e Atanásio continuou sendo o bispo amado deles, mesmo no exílio.
Logo após a morte de Constantino, seu filho Constâncio, sucessor no império, permitiu que Atanásio retornasse a sua sé em Alexandria. Porém, sua restauração não seria permanente.
O imperador queria paz e a uniformidade era o caminho para ela. Chegou a achar que o termo homoousios, ironicamente, sugerido e imposto por seu pai, Constantino, deveria ser substituído no Credo de Nicéia pós homoioussios, que significa “de substância semelhante” e era aceitável para os semi-arianos (buscando uma posição intermediária, os semi-arianistas diziam que Cristo é na verdade semelhante ao Pai, mas não compartilha a substância do Pai) e até mesmo para muitos trinitários. A nova terminologia teria tornado ortodoxa, se aceita, a crença de que o Pai e o Filho compartilham de “substância semelhante” ou de “existência semelhante” em vez de se crer que são da mesma substância ou existência.
Atanásio resistiu com teimosia à mudança e até mesmo a condenou como heresia e equiparou com o anticristo os que a apoiavam. Por causa de sua recusa em ceder, acusações falsas a seu respeito foram feitas no tribunal de Alexandria e ele teve de fugir para Roma em 339. Ao todo Atanásio enfrentou cinco exílios: “Dezessete dos seus quarenta e seis anos de seu bispado, Atanásio passou no exílio. A política e a teologia de Atanásio sempre se misturaram. Assim viveu Atanásio, defendendo seu modo de entender a fé católica como declarou em Nicéia”.
No meio de tudo isso, Atanásio conseguiu convocar um concílio (sínodo) em Alexandria. Nem todos os bispos compareceram, naturalmente, portanto, não é considerado um concílio ecumênico. Não teve o apoio, nem do imperador, nem dos muitos bispos de destaques na igreja. Mesmo assim, preparou caminho para o segundo concílio ecumênico, o Concílio de Constantinopla, que seria realizado, depois da morte de Atanásio e, em grande medida, como, resultado da obra deste. Seu sínodo em Alexandria reuniu-se em 362. Os bispos ali reunidos reafirmaram o homoousios contra a única descrição apropriada do relacionamento entre o Filho e o Pai. Rejeitaram explicitamente como heresias tanto o homoiousios semi=-ariano, como o sabelianismo (Heresia pregada por Sabélio, no século III, cuja a principal tônica era a negação da Santíssima Trindade).
O sínodo deu passo novo que seria crucial para o sucesso da doutrina nicena da Trindade no Concílio de Constantinopla em 381. Com a ajuda dos seus amigos os pais capadócios (Basílio e os dois Gregórios). Atanásio propôs, e o sínodo aceitou uma declaração explicativa no sentido de o Pai, o Filho e o Espírito Santo serem hypostases ([Do gr. hypo, sob, debaixo + stasis, o que está, o suporte] Natureza ou substância. Palavra utilizada para contrastar a natureza essencial da divindade em relação a seus atributos Com freqüência é aplicada para mostrar a distinção entre as naturezas humanas e divinas de Jesus.), distintos, mas não separados, do único Deus.
O Concílio de Constantinopla em 381, foi marcado por ter dado os retoques finais no Credo de Nicéia, ter condenado e excluído várias heresias e ter estabelecido a doutrina formal da Trindade elaborada por Atanásio e seus amigos, os pais capadócios.
Assim sendo, as principais resoluções deste foram:
·         A confissão da divindade do Espírito Santo;
·         Condenação de todos os defensores do arianismo, sob quaisquer de suas modalidades;
·         A sede de Constantinopla recebeu uma preeminência sobre as sedes de Jerusalém, Alexandria e Antioquia.

1.3 Terceiro Concílio: Concílio de Éfeso – (22/06 a 17/07 de 431)

O  Concílio de Éfeso foi realizado em 431 na Igreja de Maria em Éfeso, na Ásia Menor. Foi convocado pelo imperador Teodósio II e debateu sobre os ensinamentos cristológicos e mariológicos de Nestório, patriarca de Constantinopla. Cerca de 250 bispos nele estiveram presentes. O concílio foi conduzido em uma atmosfera de confronto aquecido e recriminações, e condenou o nestorianismo como heresia, assim como o arianismo e o sabelianismo. Os assuntos principais abordados neste Concílio foram o modo em que a humanidade e a divindade de Jesus Cristo se relacionam, qual foi a maneira de Jesus Cristo vir ao mundo e qual foi a sua natureza na encarnação.
Cirilo, o único patriarca presente, inicialmente, abriu a seção e deu início aos trabalhos na ausência de Nestório, ou de qualquer outro bispo leal de Antioquia. Primeiramente, os bispos reunidos leram em voz alta o Credo Niceno de Constantinopla I e o reafirmaram, declarando que era suficiente como credo e que tinha a verdade essencial da Cristologia ortodoxa. Em seguida, foi lida a segunda carta de Cirilo a Nestório. Continha suas declarações a respeito do Filho de Deus como o sujeito da vida humana de Jesus Cristo e criticava severamente o dualismo cristológico de Nestório.
Os bispos voltaram em favor dela como a interpretação verdadeira e autorizada do Credo Niceno no que dizia respeito à pessoa de Jesus Cristo. Finalmente o concílio condenou Nestório e sua Cristologia como heresia.

1.4 Quarto Concílio: Concílio da Calcedônia - 451

O Concílio da Calcedônia foi um Concílio Ecumênico que se realizou de 8 de Outubro a 1 de Novembro de 451 em Chalkedon, uma cidade da Bitínia, na Ásia Menor. Foi o quarto dos primeiros sete Concílios da história do cristianismo, onde foi repudiada a doutrina de Eutiques relativa ao monofisismo e declarada a dualidade humana e divina de Jesus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade.
Este Concílio foi convocado pelo imperador bizantino e contou com a participação de 350 bispos, ele fora convocado para discutir sobre as duas naturezas em Cristo e para corrigir os erros e abusos do Concílio de Éfeso (449).
 Os principais personagens foram:
Da escola de Alexandria: Dióscoro, bispo de Alexandria, Êutico, abade em Constantinopla, mas partidário do falecido Cirilo de Alexandria e Crisápio, capelão do imperador em Constantinopla e político poderoso. Êutico negou que Cristo existisse em duas naturezas depois da encarnação e que fosse “consubstancial conosco”  (da mesma natureza que o homem) por causa da sua humanidade.
Da escola de Antioquia: Flaviano, bispo de Constantinopla; Pulquéria, irmã do imperador, e Marciano, marido de Pulquéria. Com o apoio de Leão, o Grande, bispo de Roma.
Este concílio foi convocado em substituição a um concílio realizado em Éfeso, em 449, que foi presidido por  Dióscoro. Êutico foi reabilitado e Flaviano foi condenado. Dióscoro recusou ler carta doutrinária de Leão (“O Tomo”). Flaviano foi batido e pisado, e morreu poucos dias depois. Leão chamou o concílio de Éfeso de “conciliábulo de ladrões”. Depois da morte do imperador, Pulquéria e Marciano convocaram este novo Concílio em Calcedônia, 451. Estiveram presentes 520 bispos. Condenaram a Êutico e a Dióscoro. O Tomo de Leão foi lido e aprovado com aclamação. A definição aceita foi a de existir: “duas naturezas em uma só pessoa”.

1.5 Quinto Concílio: Concílio de Constantinopla II - 553

A política imperial e a teologia oficial produziram confusão eclesiástica.
Egito e Síria, as províncias mais ricas do oriente e do império, tendiam cada vez mais para o mofisismo (uma só natureza em uma só pessoa), mas a teologia oficial da igreja era, “duas naturezas em uma só pessoa” (Concílio de Calcedônia, 451).
Egito e Síria, com problemas sociais, políticos e econômicos, se distanciavam da política de Constantinopola, e isso aumentou a tendência de rebelar-se na área teológica.
Basílisco, imperador (475-476), quis condenar o Concílio de Calcedônia, para tentar ganhar de volta os rebeldes do oriente. Zenon, imperador 476-491, publicou em 482, um edito de união (O Heníticom) com o apoio de Acácio, bispo de Constantinopola, mas, em vez de unir todos os cristãos, ele conseguiu dividir os monofisitas liberais e conservadores, e afastou a Igreja do ocidente.
Félix III, bispo de Roma 483-492, achou que o imperador não tinha direito de intervir em assuntos teológicos. Félix acabou excomungando Acácio de Constantinopla em 485, e o cisma (o chamado “Cisma de Acácio”) durou até 519. Em 519, o imperador Justino e Hormisdas, bispo de Roma, reafirmaram o Concílio de Calcedônia, assim acabando com o Cisma de Acácio.
Justiniano, imperador 527-565, tentou reconciliar os cristãos do oriente e do ocidente. Ele pensou que não devia condenar o Concílio de Calcedônia, mas que podia agradar aos rebeldes monofisitas por meio de condenar três teólogos cujos escritos serviram de base para algumas frases na declaração de Calcedônia. Teodoro de Mopsuéstia, Teodoreto de Ciro, e Ibas de Edessa. Esta condenação foi conhecida como a “Condenação dos Três Capítulos”. Teve bom êxito no oriente, sendo aceito por Severo, bispo de Antioquia, mas dividiu o ocidente, e foi rejeitado por muitos bispos.
Em suma, este Concílio manteve a Condenação dos Três Capítulos, e representou os interesses do imperador. O papa, e a Igreja do ocidente, não quiseram aceitar, mas acabaram cedendo e conformando-se às decisões do Concílio.

1.6 Sexto Concílio: Concílio de Constantinopla III - 680-681

O concílio resolveu um conjunto de controvérsias teológicas que surgiram sob os imperadores bizantinos Heráclio (610-641) e Constante II (541-668). Heráclio, tendo aumentado seu império às custas dos persas, tentou resolver a controvérsia sobre o monofisismo, que era particularmente forte no Egito e na Síria, através de uma fórmula teológica intermediária. O resultado foi primeiro o monoenergismo, a tese de que Cristo, embora existindo em duas naturezas (physis - tema da controvérsia anterior), tinha apenas uma "energia", e segundo, o monotelismo, que afirmava que ele tinha apenas uma vontade. A nova doutrina não conseguiu a tão desejada união e foi contestada tanto pelo Patriarca de Jerusalém quanto pelo Papa de Roma, o que deu origem a uma controvérsia que persisitiu mesmo após a perda das províncias que tinham sido reconquistadas e a morte de Heráclio. Quando o neto do imperador falecido, Constante II, subiu ao trono, ele viu a controvérsia como uma ameaça à estabilidade do Império bizantino e tentou calar todas as discussões tornando ilegal discursar contra ou a favor da nova doutrina. O Papa Martinho I e o monge Máximo, os principais oponentes do monotelismo, foram torturados, exilados e logo morreram. Embora o debate teológico tenha há muito falhado em seus objetivos políticos - Síria e Egito estavam nas mãos dos muçulmanos logo após terem sido reconquistados - apenas a morte de Constante em 668 d.C. abriu a possibilidade de uma resolução para o conflito.
Após o filho e sucessor de Constante, Constantino IV ter levantando o cerco de Constantinopla em 678 d.C., ele imediatamente focou a sua atenção em resolver o conflito: ele escreveu para o Papa Dono sugerindo uma conferência sobre o assunto. Quando a carta chegou à Roma, Dono já tinha morrido, mas seu sucessor, o Papa Ágato, concordou com a sugestão imperial e ordenou que concílios fossem realizados por todo o ocidente para que os legados presentes pudessem apresentar a tradição vigente na Igreja ocidental. Então, ele levou uma grande delegação para se encontrar com os orientais em Constantinopla Neste meio tempo, Constantino convocou o Patriarca de Constantinopla, Jorge I e todos os bispos sob a jurisdição de Constantinopla para um concílio. Ele também informou Macário, Patriarca de Antioquia, que estava estudando na corte por conta da ocupação muçulmana de sua cidade, Antioquia.

1.7 Sétimo Concílio: Concílio de Nicéia II, 787 – Último concílio universal

O principal assunto abordado foi o uso de imagens nas igrejas e nos cultos.
O Segundo Concílio de Niceia foi o sétimo Concílio Ecumênico do Cristianismo, e o último a ser aceito por ambas as igrejas Orientais e Ocidentais. Reuniu-se em 24 de setembro à 23 de outubro de 787 em Nicéia (local do Primeiro Concílio de Nicéia, atualmente İznik na Turquia). O tema foi a legitimidade da veneração de imagens que tinham sido suprimidos pelo édito do Império Bizantino durante o reinado de Leão III (717 - 741), seu filho, Constantino V (741 - 775) havia reprimido definitivamente a veneração de imagens.
Leão III, imperador 717-741, condenou o uso de imagens, e fez campanha contra elas. Constantino V, filho de Leão, convocou um concílio em 754, o qual proibiu o uso de imagens no culto. A igreja ocidental não aceitou a decisão deste concílio. Houve grande confusão teológica. No oriente, os monges, muitos clérigos e muitas pessoas simples queriam de volta as imagens. A imperatriz Irene estava a favor de imagens, e decidiu convocar mais um concílio, juntamente com Társio, bispo de Constantinopla, e Adriano, bispo de Roma.
Por fim, o Concílio II de Nicéia, aceito como o 7º Concílio Ecumênico, restaurou o uso de imagens nas igrejas.
 Podemos também resumir a trajetória dos concílios, da seguinte forma: a partir de 325, com o Concílio de Nicéia, começam os concílios maiores, chamados ecumênicos, convocados para estabelecer a posição da Igreja ante doutrinas consideradas heréticas. Nesse primeiro concílio geral aprova-se o credo de Nicéia, como resposta ao arianismo; em 381 (Constantinopla I) define-se a natureza da divindade do Espírito Santo; em 431 (Éfeso) trata-se da unidade pessoal de Cristo e de Maria; em 451 (Calcedônia) definem-se as naturezas divina e humana de Cristo; em 553 (Constantinopla II) condenam-se os ensinos de Orígenes e de outros; em 680-681 (Constantinopla III) são dogmatizadas as duas naturezas de Cristo; em 787 (Nicéia II) é regulada a questão da veneração das imagens.

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