A Deus toda Glória

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Oi, meu nome é Najana, tenho 36 anos, sou mãe de quatro filhos. Sou formada em Psicologia, membro da Terceira Igreja Batista de Presidente Prudente - SP e seminarista. Sou mulher, mãe e amiga. Daqui há um tempo serei oficialmente missionária, se Deus quiser, e aí? ahh e aí...aí que vou rodar esse mundo levando a semente do Evangelho. Minha maior alegria é falar de Jesus e ajudar as pessoas. Amo gente, amo estar perto de gente, amo ser tocada, amo pessoas de todas as classes, gêneros, sem distinção. Sou de Cristo, vivo na contramão do sistema. Gosto muito de ler também, estudar, enfim, me considero uma cristà que pensa e atua no mundo em que vive. Espero que gostem do Blog e fiquem a vontade. Postem seus comentários pra que eu possa conhecer melhor vocês, por favor. Sejam muito bem vindos e contem comigo sempre. Deus abençoe cada vida que passar por aqui. Espero que possa fazer muitas amizades também. Um beijo grande em cada coração!

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Amados, eu não poderia deixar de compartilhar com vocês sobre missões.

Jesus, após subir ao céu, deixou Sua Igreja, incumbida, de dar continuidade ao Seu ministério.

A palavra Igreja vem do grego e significa "chamados para fora". Portanto, se você acha que, a igreja é seu ponto de chegada, gostaria de informar que é seu ponto de partida e que Jesus nos orienta a irmos por todo o mundo e pregarmos o evangelho a toda criatura.

Deixo aqui dois sites sérios e interessantes para que vc saiba mais sobre missões.

Orem a Deus e optem por orar e/ou contribuir e/ou ir à campo.

Que Deus abençoe vocês grandemente!!

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28 de setembro de 2011
Bom Dia!!!!
Hoje eu queria expor à vcs algo que tem muito inquietado o meu coração: qual é o limite entre a busca pelo dinheiro e o pecado de amar o dinheiro.
É claro, que não tenho a pretensão de esgotar este assunto, mesmo porque, eu ainda estou aprendendo sobre isso através da minha experiência, da oração, leitura bíblica e conversas com meu pastor. Este tema tem me incomodado bastante e, até mesmo, me angustiado.
Eu estava em uma fase em que tudo o que eu via eu pensava "preciso disso". Nossa, era como se eu não pudesse mais viver sem aquilo. Acho que as mulheres me entendem melhor..rsrs. Mas então, parece que as portas se fecharam para mim, financeiramente falando, e eu, entrei em profunda angústia. Chamei meu pastor e a irmã Lurdes em casa, contei pra eles sobre minha angústia, oramos, me aconselhei, pedi oração na minha igreja e, para alguns irmãos e eu tb entrei em oração de uma forma mais calorosa, digamos assim..rs.
Foi então, durante um culto, que um irmão leu esse versículo "Sede unânimes entre vós, não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes, não sejais sábios em vós mesmos"(Romanos 12: 16).
Nossa, só me faltou pular do banco quando ouvi esse versículo. Eu, como creio que, a grande maioria que lerá esse post, irá pensar "ser acomodado é a pior coisa que tem".
Nossa....me acomodar?
Deus tá falando pra eu me acomodar?
Não é possível, devo tá lendo errado. Minha Bíblia foi mal traduzida. Para o mundo que eu quero descer....
Por isso, resolvi escrever este post, sobre qual é o limite entre ganhar dinheiro para sobreviver, o que é digno, e o amor ao dinheiro.
Como eu consigo raciocinar melhor enquanto escrevo, estou estudando sobre isso e, escrevendo à vcs, para que se levante em nós uma reflexão sobre este tema porque meus amados, posso dizer que minha Bíblia não estava com erro de digitação, realmente Deus nos orienta a nos acomodarmos às coisas humildes.
Só para entendermos melhor minha linha de raciocínio, vou voltar lá atrás, quando mencionei a vinda do pastor e sua esposa à minha casa. Neste momento, quando lhe contei minha dificuldade ele me disse "Deixe Deus trabalhar. Deus é soberano e, mesmo que vc não entenda, é o agir de Deus em sua vida. Deus exorta àquele que Ele ama. Deus corrige. Os discípulos se alegravam quando eram açoitados por amor à Jesus. Este é o nosso exemplo".
Eu falei: Mais pastor, eu tô fazendo tudo certo, corrigir do que?
E ele, calmamente, falou que, só Deus poderia me dar esta resposta e oramos pedindo a Deus que me desse discernimento da Sua vontade e pra que eu entendesse o que Ele estava querendo me mostrar.
Com o tempo então, tenho entendido que, jamais podemos nos considerar justos diante de Deus pois, somente há um justo que é Jesus Cristo. Nós, somos salvos somente pela graça e misericórdia de Deus. Devemos sim, termos uma vida de santidade e obediência à Cristo, mas, por mais que fizermos, sempre terá áreas em nossas vidas que precisarão ser tratadas e, o Senhor nos diz em Sua palavra que, Ele corrige àquele que Ele ama. Tenho aprendido isso e, hoje em dia, faz parte da minha oração a frase "Sonda-me ó Deus, vê se há em mim algum caminho mal e guia-me pelo caminho eterno".
Esta frase faz parte de um Salmo e de uma música e tem sido minha oração porque eu aprendi que, realmente, enquanto nos achamos fortes, somos fracos. Eu, sem perceber, estava buscando satisfazer-me com as coisas materiais, estava priorizando o trabalho ao invés da família, estava priorizando comprar coisas para mim ao invés de fazer uma oferta missionária. Sem perceber, sem perceber....
Somente hoje, consigo ver que, quando Deus me permitiu passar por uma situação aflitiva, Ele estava me corrigindo e me tratando lá no fundo da minha alma. Estou muito feliz por ter passado por esta experiência e por isso, digo que, realmente, mesmo quando não entendemos o agir de Deus porque, pela nossa débil sabedoria, nos parece um erro, Deus está trabalhando para o nosso bem. Mesmo quando estamos passando por injustiças, por terríveis dores e fracassos, Deus está trabalhando para o nosso bem!
A bíblia nos garante que a vontade de Deus pras nossas vidas é sempre boa, perfeita e agradável. A Bíblia também nos diz que a porta é estreita. A Bíblia ainda nos diz que não devemos nos conformar com este mundo, mas nos transformarmos pela renovação do nosso entendimento para que possamos experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12:2).
Não devemos nos conformar, portanto, com o modo de viver e pensar do mundo. Devemos ser lavados pela Palavra de Deus que é viva e eficaz, devemos ser renovados , transformados pela Palavra de Deus. Segundo a Bíblia, o mundo jaz no maligno e a sabedoria humana é débil, falha, dada ao pecado.
Não tem jeito, quando eu me decidi por Jesus, eu busquei fazer uma decisão racional, não baseada apenas em emoções. Eu falo pra mim mesma sempre assim "Eu vou obedecer a Deus e isto é ponto pacífico, custe-me o que custar" (risos). Dou até risada de mim, porque eu mesma sou meu general..rsrs
Mas brincadeiras a parte, se não for assim, não funciona. Isso eu já tentei. A Bíblia tb nos ensina que devemos apresentar a Deus um culto racional (ler Romanos 12: 1). Nossa, tenho lido cada benção no livro de Romanos. Esse capítulo 12 todo cristão deveria ler, decorar, meditar de dia e de noite em cima dele.
Não adianta ficarmos louvando a Deus por 1 hora nos cultos, buscar sentir isso, sentir aquilo outro, e não nos atermos ao estudo da Palavra e à obediência. É decisão racional e a Bíblia diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Mesmo que não venhamos a entender, a melhor decisão é obedecer, abrir mão do que consideramos certo e deixar que Deus nos guie. Sào realmente caminhos novos e desconhecidos que vamos trilhar, mas, é nesta hora, que Deus vai nos provar e ver se temos ou não fé para andarmos com Ele.
Somos provados e que, pela misericórida de Deus, possamos sair de cada provação, edificados e sem murmuração. Que possamos passar pelos vales clamando, quebrantados, aos pés de Jesus em oração. Como foi bom esse período de dificuldades, porque voltei novamente à fonte de águas vivas, que é Jesus Cristo, o único capaz de saciar a nossa sede. É muito interessante quando, no livro de Provérbios a Bíblia nos diz que é melhor estarmos na casa do luto do que em casa onde há festa (mais ou menos isso, vou procurar certinho e posto novamente este versículo) porque quando estamos tristes, nos achegamos mais a Deus, reconsideramos alguns comportamentos, valores, nos tornamos mais sábios. E, como meu pastor me disse, "passe por tudo isso sem histerismo..rs".
Pois é meus amados, por isso, nos afastemos de toda e qualquer doutrina que promete prosperidade e que não pregue a renúncia ao eu e aos prazeres do mundo.
Se Deus nos fala para não ambicionarmos coisas altas é porque isto, com certeza, é o melhor para nós. Não entendo porque, mas se Deus falou é porque é e ponto.
Mas, mesmo que eu não consiga entender os motivos do soberano Deus eu tenho alguns palpites..rs. Deus não nos quer cheio de soberba e sim, humildes, adorando a Ele, Deus quer que priorizemos a família, os filhos, que sejamos abundantes na obra e disponíveis para falarmos de seu amor ao mundo. Deus não nos quer com uma bolsa de marca, com um perfume francês enquanto tem pessoas dispostas a irem ao campo missionário, mas que não podem ir, porque não tem como se sustentar. E, enquanto estes missionários não vão, milhares e milhares de pessoas perecem sem esperança e sem luz. O mundo perece sem as Boas Novas, sem uma esperança de restauração, de salvação e amor.
Nós não devemos ser preguiçosos então, e usarmos este versículo para, vivermos em condição de miserabilidade. Não, não é isso, mas devemos pontuar sobre a ordem de prioridade das coisas e termos sabedoria que vem do alto para administrarmos o dinheiro que Deus nos dá.
Que nossa oração seja para que Deus nos capacite para serví-lo, para que sejamos cristãos de fato e não nominais, que nos capacite para obedecê-Lo, custe o que custar. Que seja ainda, para que Ele nos quebre e nos transforme, que nos sonde e veja se há em nós algum caminho mal e nos guie pelo caminho eterno. Que possamos considerar como esterco os "prazeres"que este mundo nos oferece para desfrutarmos da verdadeira paz que somente existe em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.
Abraços fraternais,
Em Cristo,
Najana
26 de setembro de 2011


Amadas,
Eu amei estes vídeos. São super fáceis, já fiz várias flores com eles. Espero que gostem tb.
Dá pra fazer aplicações tb, não apenas usar como tic tac.
Amanhã posto pra vcs uma toalha de rosto que fiz com a rosa.
Bjs
Oiiii,
Como foram de domingo?
Eu fui muito bem, graças a Deus.
Fui pra igreja, fiz muito crochê..rs. Enfim, tudo na paz!!
Vamos comemorar né? Mais de 1.000 visitantes em tão pouco tempo.
 Parabéns bebê!!!rsrs
Afinal de contas meu blog é meu filho caçula...hehehe
Eu vim da igreja tão cheia da presença do Senhor, por isso, acho que tenho algumas coisas pra compartilhar com vcs, ah fora a novidade de que quinta - feira eu começo curso de corte costura. Amooo muito!!!
Bom, ontem, no sábado, fui ao chá fralda da Sarah, bebê que a Dani, minha professora da EBD está esperando.Foi uma benção. Primeiro, porque aprendo cada dia mais que nós, mulheres, realmente devemos ser sábias e edificar nosso lar. Isto Deus ordenou a nós, mulheres!!
Com singeleza, mas muita graciosidade, as irmãs se uniram e fizeram a decoração da mesa, painel, os docinhos e até mesmo um jardim. Nós, devemos ser virtuosas, é isso que tenho aprendido: colocar a mão na massa e, mesmo com pouco dinheiro, nós conseguimos multiplicar o que temos nas mãos, com a benção de Deus.
Depois, porque estar com minhas irmãs em Cristo é sempre muito gratificante. Gostaria de estar sempre bem pertinho de todas. Como é bom estar no meio de pessoas com fé genuína, cristãos autênticos. Dá uma paz tão gostosa. São brincadeiras, sorrisos, afeto, união. Essa mistura fica muito boa..rsrs
Ainda tem também a questão da Carol, que ama estar perto dos amiguinhos que ela fez na igreja. Ela sempre sai muito feliz, seja dos cultos infantis ou dos nossos encontros.
Ver minha filha feliz nào tem preço!
Por falar em Carol, ontem vi uma coisa que me tocou profundamente. A Carol estava orando com os olhos fechados e falando com Deus. Depois, no final da oração ela disse "obrigada Jesus". E, repetindo as palavras da minha filha, eu que digo "obrigada Jesus"porque minha filha está crescendo na admoestação do Senhor. Obrigada!!!
Pra finalizar meus comentários sobre o chá fralda da pequena Sarah, é muito bom quando estamos com pessoas que possuem valores que são imultáveis, por serem baseados na Palavra de Deus.
Priorizamos a família, o cuidado com os filhos, o ser mãe e, temos, no meu entendimento um alicerce que nos auxilia a sermos mãe.



ORAÇÃO DE UMA MÃE CRISTÃ

 


ORAÇÃO DE UMA MÃE CRISTÃ
..............(Betty Woodroof Alley)

Pai, ajuda-me a fazer a tua vontade
Dá-me paciência, orientação, força
Em tudo o que digo.
Que eu crie filhos queridos
Para honrar teus caminhos.
Ajuda-me a ensinar, conduzir e guiar
Essas crianças nascidas do amor,
Para que possam viver o tipo de vida
Que as leve para o céu.
Ajuda-me a interromper meu trabalho,
Em todos os dias atarefados,
Para ter tempo de agradecer-te, Senhor,
Para ter tempo de orar.

Para ter tempo de simplesmente estar ao lado
Ajuda-nos Senhor, que os nossos filhos possam ver a Ti através das nossas vidas.
------------
Bom, queridos amigos, por hoje é só.
A minha oração é que sejamos mães usadas por Deus para auxiliar nossos filhos nesta longa jornada que é a vida, cumprindo o que Deus tem pra eles.
Que nossas crianças saibam que Deus as criou com muito amor e com um propósito e que o nosso testemunho possa encorajar nossos filhos a caminharem lado a lado com Deus
Bjs e uma semana abençoada pra todos
Vou nanar..rs
Ps. Jamais esquecer que quem ama, educa e não terceiriza!!!!
23 de setembro de 2011




Oiiiiii,
Boa tarde
Estou postando pra vcs minhas últimas "artes"...rsrs.
Hoje a noite na igreja terá noite de oração, quem quiser participar, o endereço fica sempre no meu blog.
Acho que precisamos repensar como e o quanto estamos orando. A oração é uma arma muito eficaz. Será que estamos utilizando da maneira correta?
Será que estamos nos comprometendo realmente em orar, vigiar, estudar a Palavra e deixar que Deus nos guie?
Muitos são os que falam "Senhor, Senhor", mas os filhos são apenas aqueles que obedecem a voz de Deus, nos garante a Palavra de Deus.
Deixemos portanto, a religiosidade de lado e busquemos agradar ao Senhor de todo o nosso coração e entendimento, mesmo que isso nos custe caro.
Bjs, fiquem com Deus
Ps. Fiz geléia de amora e hoje vou fazer os potinhos de biscuit pra colocá-la dentro..rsrs. Acho que vai ficar fofo. Depois posto as fotos
Bjs,
A paz do Senhor
20 de setembro de 2011
Bom dia queridos,
Fiz um trabalho para o seminário sobre os primeiros sete Concílios da igreja e, resolvi postar no blog, porque neste trabalho também falo um pouco de um período importante da história da igreja que foi um período de grande difusão da mesma e sua mistura com o paganismo.
Bjs,
Fiquem com Deus
1.      OS SETE CONCÍLIOS

Segundo o Dicionário Priberam da língua Portuguesa a palavra Concílio [Do lat. Concilium.] significa reunião, assembléia. Podemos dizer ainda que, a palavra Concílio, significa “assembléia reunida por convocação”.
Os sete Concílios da igreja foram assembléias convocadas por líderes, para definirem e deliberarem sobre pontos pertinentes à missão da igreja, assim como, questões doutrinárias.
Os Concílios, chamados de Ecumênicos ou “Assembléias Universais”, eram convocados por ingerência do Estado, visando à unidade da Igreja.
Para entendermos melhor como se iniciaram os Concílios, é válido destacar o contexto histórico anterior ao surgimento do primeiro Concílio
Os três primeiros séculos do Cristianismo foram tempos da perseguição aos cristãos, por parte do Império Romano. Nesta época não houve Concílio algum, se descontarmos, de seu número, o primeiro realizado em Jerusalém, ainda entre os Apóstolos.
Em outubro de 312, um general do exército romano, chamado Constantino, atacou Roma para depor Maxêncio, o homem que alegava ser o imperador, e tomar o trono do império. Constantino foi o general-comandante nas legiões romanas na Bretanha e na Europa ao norte dos Alpes durante vários anos e acreditava ter mais direito de ser imperador do que qualquer de seus rivais. Provavelmente, tinha bons conhecimentos do cristianismo, mas não existem provas de sua conversão a fé, nem mesmo de uma forte simpatia por ela antes de sitiar Roma em 312. Segundo seu biógrafo, o bispo cristão Euzébio, Constantino fez um apelo a qualquer deus que pudesse ajudá-lo a derrotar seu rival e teve a visão de um símbolo cristão com as palavras “Sob este símbolo vencerás”. Segundo se declara entrou na batalha no dia seguinte com o símbolo de Cristo exibido em suas bandeiras e escudos de guerra e seu inimigo Maxêncio foi jogado na Ponte Mívia na periferia de Roma, no rio Pó onde se afogou. Euzébio, que considerava Constantino um grande herói, comparou Maxêncio com faraó e Constantino com Moisés e declarou que a vitória foi uma intervenção divina.
Depois de se tornar imperador, Constantino promulgou o “Edito de Milão”, que declarou oficialmente a tolerância imperial do cristianismo (313). Constantino decidiu aceitar o Cristianismo por motivos predominantemente políticos, no entanto, a partir de então, promulgou uma série de editos que restauravam aos cristãos os seus bens, e paulatinamente, começou a favorecer os cristãos e o cristianismo mais do que as demais religiões. Constantino nunca chegou a fazer do Cristianismo a religião oficial do império e permaneceu o sumo sacerdote da religião pagã oficial do império, até ser batizado pouco antes de sua morte em 337.
Durante todo o seu reinado, o relacionamento entre Constantino e os líderes cristãos foi tempestuoso. Chegou a se considerar o “bispo de todos os bispos” e o “décimo terceiro apóstolo” embora fosse pagão e recusasse o batismo até chegar praticamente no leito de morte. Aparentemente, a unificação da igreja foi uma de suas obsessões e o domínio da liderança eclesiástica, o meio de atingir o seu objetivo. As igrejas cristãs do império estavam seriamente divididas na ocasião de sua ascensão e Constantino queria usar o cristianismo como uma “cola” para reunificar o império. Para tanto, precisava extirpar os cismas, as heresias e as dissensões onde quer que estivessem. Na ocasião de sua morte, Constantino não havia resolvido totalmente esse assunto e muitos historiadores eclesiásticos argumentam que, na realidade, ele apoiava tanto as heresias como a ortodoxia.
No reinado de Constantino, aconteceram vários eventos importantes para o Cristianismo e para a teologia.
Em primeiro lugar, conforme já foi observado, a perseguição oficial dissipou-se e, ser cristão, pelo menos de nome, passou a ser popular e prudente. Hordas de pagãos não convertidos entraram como uma inundação para as igrejas cristãs simplesmente para ganhar posição aos olhos da corte imperial e da burocracia dirigida por Constantino.
Em segundo lugar, saiu de Roma e edificou uma “Nova Roma” no Oriente como a nova capital imperial. Escolheu a cidade de Bizâncio (atual Istambul, na Turquia) e deu-lhe um novo nome em homenagem a si mesmo: Constantinopla.
Em terceiro lugar, o cisma mais divisor que a igreja já havia experimentado ocorreu no reinado de Constantino. Começou em Alexandria e se propagou por todo o império, causando maior impacto na metade que falava grego. Ficou conhecido por controvérsia ariana (Arianismo- Heresia fermentada por um Presbítero do 4° século chamado Ário. Negando a divindade de Cristo, ensinava ele ser Jesus o mais elevado dos seres criados. Todavia, não era Deus. Por este motivo seria impropriedade referir-se a Cristo como se fora um ente divino. Para fundamentar seus devaneios doutrinários, buscava desvalorizar o evangelho de João por ser o propósito desta Escritura, justamente, mostrar que Jesus Cristo era, de fato, o filho de Deus.) e passou por várias etapas durante quase todo o século.
Em quarto lugar, a igreja celebrou seu primeiro concílio ecumênico (universal) a fim de dirimir conflitos doutrinários e eclesiásticos: O Concílio de Nicéia em 325. Foi Constantino quem o convocou e o presidiu. A doutrina formal e oficial ortodoxa da Trindade foi elaborada, em meio às fortes críticas, e expressa no credo normalmente conhecido como Credo de Nicéia, mas, oficialmente chamado Credo Niceno - Constantinopolitano (por ser sua versão definitiva concluída no Concílio de Constantinopla em 381) acabou se tornando a declaração universal de fé da cristandade.
Os sete Concílios são:
·         Concílio de Nicéia em 325;
·         Concílio de Constantinopla em 381;
·         Concílio de Éfeso em 431;
·         Concílio da Calcedônia em 451;
·         Concílio de Constantinopla II em 553;
·         Concílio de Constantinopla III que teve duração de quase um ano, 680 à 681;
·         Concílio de Nicéia II em 787.
À seguir, uma breve descrição dos Concílios acima citados.




1.1 Primeiro Concílio: Concílio de Nicéia – (De 20/05 a 25/07 de 325)

O assunto principal tratado neste Concílio foi à natureza de Cristo dentro da Trindade.
Os principais personagens foram: Ário, de Alexandria; Alexandre, de Alexandria; Eusébio de Nicomédia.
 Para entendermos a relevância do Concílio de Nicéia, é preciso fazer uma pausa e relembrar a situação em que a igreja se encontrava pouco antes de 325. Bispos e outros cristãos líderes foram perseguidos com ferocidade, e por vezes, executados pelas autoridades romanas. Os templos das igrejas foram confiscados e transformados em templos de deuses e deusas ou locais de adoração ao imperador. A igreja cristã era em geral, considerada uma seita religiosa estranha e uma ameaça em potencial ao império por está cheia de subversivos que se recusavam a honrar o imperador venerando seu “gênio”. De repente, tudo mudou. O mundo parece simplesmente virar de cabeça para baixo. Agora, um imperador romano, um dos mais fortes que já havia aparecido depois de muitos anos, ordenava que todos os bispos cristãos comparecessem para deliberar em uma reunião que ele presidiria.
Alguns cristãos perceberam a ameaça inerente da prepotência imperial no lugar da perseguição imperial. A maioria, não. O imperador convocou os bispos, e prometeu que pagaria as despesas e forneceria proteção. A maioria dos bispos do Oriente compareceu. As condições impróprias para a viagem e as dificuldades com o idioma impediram o comparecimento de muitos bispos do Ocidente. Mesmo assim, os ramos Oriental e Ocidental do cristianismo, Ortodoxo e Católico, vieram a reconhecer esta reunião em Nicéia, em 325, como o primeiro concílio ecumênico da igreja. Outros se seguiriam, mas nenhum seria tão importante.
Trezentos e dezoito bispos estavam presentes nas cerimônias de abertura. Infelizmente, não sobreviveram registros contemporâneos das sessões do concílio em si. O concílio durou dois meses e tratou de muitas questões que confrontavam a igreja. Aproximadamente vinte “cânones” ou decretos distintos foram promulgados pelo imperador e pelos bispos a respeito de assuntos que variam desde a deposição de bispos relapso até a ordenação de eunucos. O concílio ofereceu oportunidade de muitas dúvidas que atormentavam as igrejas, inclusive a maneira exata de fixar a data da páscoa e a situação de bispos que se mudavam de uma sé para outra. Todos estes assuntos, no entanto, eram de importância secundária à razão principal do concílio. O imperador conclamara o concílio para dirimir a controvérsia ariana e era a respeito dela que os bispos queriam falar.
Dos 318 bispos que estavam presente na abertura do concílio, somente 28 eram declaradamente arianos desde o início. O próprio Ário não teve permissão para participar do concílio por não ser bispo. Foi representado por Euzébio de Nicomédia e Teogno de Nicéia.
Principais Decisões do Concílio de Nicéia:
·         A confissão de fé contra Ário: Igualdade de natureza do Filho com o Pai. Jesus é “Deus de Deus, Luz da Luz, deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai”.
·         Fixação da data da Páscoa a ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera (Hemisfério Norte).
·         Estabelecimento da ordem de dignidade dos Patriarcados: Roma, Alexandria, Antioquia e Jerusalém.

1.2 Segundo Concílio: Concílio de Constantinopla – (Maio a Junho de 381)

O principal assunto tratado foi o modo em que a humanidade e a divindade se relacionam em Jesus Cristo. Tratou também, do conflito entre a escola de Alexandria (alegorista) e a de Antioquia (literalista).
 Os principais personagens foram: Apolinário, bispo de Laodicéia na Síria (Apolinário procurava destacar a unidade de Jesus e não a dualidade, pois não existem dois Filhos de Deus, segundo ele. Do outro lado, Damário, bispo de Roma, e Gregório de Nazianzo (um dos grandes capadócios) que argumentaram que Deus salva o homem na sua totalidade. 
 Houveram vários sínodos que se pronunciaram contra o Apolinarismo, e este foi condenado, por fim, neste 2º  concílio ecumênico em Constantinopla . Este concílio também reafirmou as decisões de Nicéia contra o arianismo.  
 Quando Alexandre, bispo de Alexandria, foi ao Concílio de Nicéia para defender a causa trinitária contra Ário e os seus seguidores, levou consigo um jovem assistente chamado Atanásio, que tinha apenas vinte e poucos anos, mas prometia muito como teólogo. É improvável que Atanásio tenha desempenhado qualquer papel relevante no concílio, mas posteriormente foi preparado por Alexandre para ser seu herdeiro na liderança da sé de Alexandria. Quando Alexandre morreu em 328, Atanásio, com trinta anos, sucedeu-lhe neste estratégico cargo eclesiástico.
Atanásio atuou como arcebispo e patriarca de Alexandria durante 45 anos, até sua morte em 373. Passou um terço deste período em exílio forçado, por causa da defesa resoluta da terminologia essencial do Credo de Nicéia diante da oposição imperial. Gonzales expressa o consenso da maioria dos teólogos cristãos ao dizer: “Atanásio foi, sem dúvida alguma, o bispo mais notável que chegou a ocupar a antiga sé de Alexandria e (...) foi também o maior teólogo de seu tempo”. No seu século e durante toda a sua vida, Atanásio foi extremamente controverso.
Muitos bispos e imperadores consideravam-no um controversista inflexível que se recusava a ceder teologicamente em prol da unidade eclesiástica. Entre os anos de 325 e 332, exatamente quando Atanásio estava assumindo seus deveres como bispo de Alexandria, o imperador Constantino começou a mudar de partido no assunto (Arianismo), sob pressão de bispos e conselheiros que secretamente simpatizavam com Ário e dos bispos que o apoiaram e foram depostos e exilados. Estes simpatizantes do arianismo conseguiram conquistar a confiança do imperador e este começou paulatinamente a pensar em mudar o credo e até mesmo a restaurar Ário e os bispos de Nicomédia e Nicéia.
Em 332, Constantino declarou Ário restaurado como presbítero em Alexandria e ordenou que o novo bispo o aceitasse de voltas a comunhão da igreja naquele local. Atanásio recusou-se a não ser que Ário afirmasse homoousios ([Do gr. homo, mesmo + ousia, substância] Termo que começou a ganhar importância a partir do Concílio de Nicéia em 325. Em meio aos debates cristológicos, serviu para mostrar que o Filho tem a mesma substância do Pai, o mesmo acontece com o Espírito Santo em relação às duas primeiras pessoas da Santíssima Trindade.), como descrição do relacionamento entre o Pai e o Filho. Ário não quis. Atanásio rejeitou-o e desconsiderou as exortações e ameaças do imperador. Como resultado, Constantino exilou Atanásio para o posto avançado mais afastado do Império Romano no Ocidente: a cidade alemã de Tréveris. Seu exílio começou em novembro de 335 e durou até a morte de Constantino em 337. Durante este período de ausência de sua sé, no entanto, Atanásio permaneceu como o único bispo reconhecido de Alexandria. Os bispos do Egito, os presbíteros e o povo de Alexandria recusaram-se a substituí-lo e Atanásio continuou sendo o bispo amado deles, mesmo no exílio.
Logo após a morte de Constantino, seu filho Constâncio, sucessor no império, permitiu que Atanásio retornasse a sua sé em Alexandria. Porém, sua restauração não seria permanente.
O imperador queria paz e a uniformidade era o caminho para ela. Chegou a achar que o termo homoousios, ironicamente, sugerido e imposto por seu pai, Constantino, deveria ser substituído no Credo de Nicéia pós homoioussios, que significa “de substância semelhante” e era aceitável para os semi-arianos (buscando uma posição intermediária, os semi-arianistas diziam que Cristo é na verdade semelhante ao Pai, mas não compartilha a substância do Pai) e até mesmo para muitos trinitários. A nova terminologia teria tornado ortodoxa, se aceita, a crença de que o Pai e o Filho compartilham de “substância semelhante” ou de “existência semelhante” em vez de se crer que são da mesma substância ou existência.
Atanásio resistiu com teimosia à mudança e até mesmo a condenou como heresia e equiparou com o anticristo os que a apoiavam. Por causa de sua recusa em ceder, acusações falsas a seu respeito foram feitas no tribunal de Alexandria e ele teve de fugir para Roma em 339. Ao todo Atanásio enfrentou cinco exílios: “Dezessete dos seus quarenta e seis anos de seu bispado, Atanásio passou no exílio. A política e a teologia de Atanásio sempre se misturaram. Assim viveu Atanásio, defendendo seu modo de entender a fé católica como declarou em Nicéia”.
No meio de tudo isso, Atanásio conseguiu convocar um concílio (sínodo) em Alexandria. Nem todos os bispos compareceram, naturalmente, portanto, não é considerado um concílio ecumênico. Não teve o apoio, nem do imperador, nem dos muitos bispos de destaques na igreja. Mesmo assim, preparou caminho para o segundo concílio ecumênico, o Concílio de Constantinopla, que seria realizado, depois da morte de Atanásio e, em grande medida, como, resultado da obra deste. Seu sínodo em Alexandria reuniu-se em 362. Os bispos ali reunidos reafirmaram o homoousios contra a única descrição apropriada do relacionamento entre o Filho e o Pai. Rejeitaram explicitamente como heresias tanto o homoiousios semi=-ariano, como o sabelianismo (Heresia pregada por Sabélio, no século III, cuja a principal tônica era a negação da Santíssima Trindade).
O sínodo deu passo novo que seria crucial para o sucesso da doutrina nicena da Trindade no Concílio de Constantinopla em 381. Com a ajuda dos seus amigos os pais capadócios (Basílio e os dois Gregórios). Atanásio propôs, e o sínodo aceitou uma declaração explicativa no sentido de o Pai, o Filho e o Espírito Santo serem hypostases ([Do gr. hypo, sob, debaixo + stasis, o que está, o suporte] Natureza ou substância. Palavra utilizada para contrastar a natureza essencial da divindade em relação a seus atributos Com freqüência é aplicada para mostrar a distinção entre as naturezas humanas e divinas de Jesus.), distintos, mas não separados, do único Deus.
O Concílio de Constantinopla em 381, foi marcado por ter dado os retoques finais no Credo de Nicéia, ter condenado e excluído várias heresias e ter estabelecido a doutrina formal da Trindade elaborada por Atanásio e seus amigos, os pais capadócios.
Assim sendo, as principais resoluções deste foram:
·         A confissão da divindade do Espírito Santo;
·         Condenação de todos os defensores do arianismo, sob quaisquer de suas modalidades;
·         A sede de Constantinopla recebeu uma preeminência sobre as sedes de Jerusalém, Alexandria e Antioquia.

1.3 Terceiro Concílio: Concílio de Éfeso – (22/06 a 17/07 de 431)

O  Concílio de Éfeso foi realizado em 431 na Igreja de Maria em Éfeso, na Ásia Menor. Foi convocado pelo imperador Teodósio II e debateu sobre os ensinamentos cristológicos e mariológicos de Nestório, patriarca de Constantinopla. Cerca de 250 bispos nele estiveram presentes. O concílio foi conduzido em uma atmosfera de confronto aquecido e recriminações, e condenou o nestorianismo como heresia, assim como o arianismo e o sabelianismo. Os assuntos principais abordados neste Concílio foram o modo em que a humanidade e a divindade de Jesus Cristo se relacionam, qual foi a maneira de Jesus Cristo vir ao mundo e qual foi a sua natureza na encarnação.
Cirilo, o único patriarca presente, inicialmente, abriu a seção e deu início aos trabalhos na ausência de Nestório, ou de qualquer outro bispo leal de Antioquia. Primeiramente, os bispos reunidos leram em voz alta o Credo Niceno de Constantinopla I e o reafirmaram, declarando que era suficiente como credo e que tinha a verdade essencial da Cristologia ortodoxa. Em seguida, foi lida a segunda carta de Cirilo a Nestório. Continha suas declarações a respeito do Filho de Deus como o sujeito da vida humana de Jesus Cristo e criticava severamente o dualismo cristológico de Nestório.
Os bispos voltaram em favor dela como a interpretação verdadeira e autorizada do Credo Niceno no que dizia respeito à pessoa de Jesus Cristo. Finalmente o concílio condenou Nestório e sua Cristologia como heresia.

1.4 Quarto Concílio: Concílio da Calcedônia - 451

O Concílio da Calcedônia foi um Concílio Ecumênico que se realizou de 8 de Outubro a 1 de Novembro de 451 em Chalkedon, uma cidade da Bitínia, na Ásia Menor. Foi o quarto dos primeiros sete Concílios da história do cristianismo, onde foi repudiada a doutrina de Eutiques relativa ao monofisismo e declarada a dualidade humana e divina de Jesus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade.
Este Concílio foi convocado pelo imperador bizantino e contou com a participação de 350 bispos, ele fora convocado para discutir sobre as duas naturezas em Cristo e para corrigir os erros e abusos do Concílio de Éfeso (449).
 Os principais personagens foram:
Da escola de Alexandria: Dióscoro, bispo de Alexandria, Êutico, abade em Constantinopla, mas partidário do falecido Cirilo de Alexandria e Crisápio, capelão do imperador em Constantinopla e político poderoso. Êutico negou que Cristo existisse em duas naturezas depois da encarnação e que fosse “consubstancial conosco”  (da mesma natureza que o homem) por causa da sua humanidade.
Da escola de Antioquia: Flaviano, bispo de Constantinopla; Pulquéria, irmã do imperador, e Marciano, marido de Pulquéria. Com o apoio de Leão, o Grande, bispo de Roma.
Este concílio foi convocado em substituição a um concílio realizado em Éfeso, em 449, que foi presidido por  Dióscoro. Êutico foi reabilitado e Flaviano foi condenado. Dióscoro recusou ler carta doutrinária de Leão (“O Tomo”). Flaviano foi batido e pisado, e morreu poucos dias depois. Leão chamou o concílio de Éfeso de “conciliábulo de ladrões”. Depois da morte do imperador, Pulquéria e Marciano convocaram este novo Concílio em Calcedônia, 451. Estiveram presentes 520 bispos. Condenaram a Êutico e a Dióscoro. O Tomo de Leão foi lido e aprovado com aclamação. A definição aceita foi a de existir: “duas naturezas em uma só pessoa”.

1.5 Quinto Concílio: Concílio de Constantinopla II - 553

A política imperial e a teologia oficial produziram confusão eclesiástica.
Egito e Síria, as províncias mais ricas do oriente e do império, tendiam cada vez mais para o mofisismo (uma só natureza em uma só pessoa), mas a teologia oficial da igreja era, “duas naturezas em uma só pessoa” (Concílio de Calcedônia, 451).
Egito e Síria, com problemas sociais, políticos e econômicos, se distanciavam da política de Constantinopola, e isso aumentou a tendência de rebelar-se na área teológica.
Basílisco, imperador (475-476), quis condenar o Concílio de Calcedônia, para tentar ganhar de volta os rebeldes do oriente. Zenon, imperador 476-491, publicou em 482, um edito de união (O Heníticom) com o apoio de Acácio, bispo de Constantinopola, mas, em vez de unir todos os cristãos, ele conseguiu dividir os monofisitas liberais e conservadores, e afastou a Igreja do ocidente.
Félix III, bispo de Roma 483-492, achou que o imperador não tinha direito de intervir em assuntos teológicos. Félix acabou excomungando Acácio de Constantinopla em 485, e o cisma (o chamado “Cisma de Acácio”) durou até 519. Em 519, o imperador Justino e Hormisdas, bispo de Roma, reafirmaram o Concílio de Calcedônia, assim acabando com o Cisma de Acácio.
Justiniano, imperador 527-565, tentou reconciliar os cristãos do oriente e do ocidente. Ele pensou que não devia condenar o Concílio de Calcedônia, mas que podia agradar aos rebeldes monofisitas por meio de condenar três teólogos cujos escritos serviram de base para algumas frases na declaração de Calcedônia. Teodoro de Mopsuéstia, Teodoreto de Ciro, e Ibas de Edessa. Esta condenação foi conhecida como a “Condenação dos Três Capítulos”. Teve bom êxito no oriente, sendo aceito por Severo, bispo de Antioquia, mas dividiu o ocidente, e foi rejeitado por muitos bispos.
Em suma, este Concílio manteve a Condenação dos Três Capítulos, e representou os interesses do imperador. O papa, e a Igreja do ocidente, não quiseram aceitar, mas acabaram cedendo e conformando-se às decisões do Concílio.

1.6 Sexto Concílio: Concílio de Constantinopla III - 680-681

O concílio resolveu um conjunto de controvérsias teológicas que surgiram sob os imperadores bizantinos Heráclio (610-641) e Constante II (541-668). Heráclio, tendo aumentado seu império às custas dos persas, tentou resolver a controvérsia sobre o monofisismo, que era particularmente forte no Egito e na Síria, através de uma fórmula teológica intermediária. O resultado foi primeiro o monoenergismo, a tese de que Cristo, embora existindo em duas naturezas (physis - tema da controvérsia anterior), tinha apenas uma "energia", e segundo, o monotelismo, que afirmava que ele tinha apenas uma vontade. A nova doutrina não conseguiu a tão desejada união e foi contestada tanto pelo Patriarca de Jerusalém quanto pelo Papa de Roma, o que deu origem a uma controvérsia que persisitiu mesmo após a perda das províncias que tinham sido reconquistadas e a morte de Heráclio. Quando o neto do imperador falecido, Constante II, subiu ao trono, ele viu a controvérsia como uma ameaça à estabilidade do Império bizantino e tentou calar todas as discussões tornando ilegal discursar contra ou a favor da nova doutrina. O Papa Martinho I e o monge Máximo, os principais oponentes do monotelismo, foram torturados, exilados e logo morreram. Embora o debate teológico tenha há muito falhado em seus objetivos políticos - Síria e Egito estavam nas mãos dos muçulmanos logo após terem sido reconquistados - apenas a morte de Constante em 668 d.C. abriu a possibilidade de uma resolução para o conflito.
Após o filho e sucessor de Constante, Constantino IV ter levantando o cerco de Constantinopla em 678 d.C., ele imediatamente focou a sua atenção em resolver o conflito: ele escreveu para o Papa Dono sugerindo uma conferência sobre o assunto. Quando a carta chegou à Roma, Dono já tinha morrido, mas seu sucessor, o Papa Ágato, concordou com a sugestão imperial e ordenou que concílios fossem realizados por todo o ocidente para que os legados presentes pudessem apresentar a tradição vigente na Igreja ocidental. Então, ele levou uma grande delegação para se encontrar com os orientais em Constantinopla Neste meio tempo, Constantino convocou o Patriarca de Constantinopla, Jorge I e todos os bispos sob a jurisdição de Constantinopla para um concílio. Ele também informou Macário, Patriarca de Antioquia, que estava estudando na corte por conta da ocupação muçulmana de sua cidade, Antioquia.

1.7 Sétimo Concílio: Concílio de Nicéia II, 787 – Último concílio universal

O principal assunto abordado foi o uso de imagens nas igrejas e nos cultos.
O Segundo Concílio de Niceia foi o sétimo Concílio Ecumênico do Cristianismo, e o último a ser aceito por ambas as igrejas Orientais e Ocidentais. Reuniu-se em 24 de setembro à 23 de outubro de 787 em Nicéia (local do Primeiro Concílio de Nicéia, atualmente İznik na Turquia). O tema foi a legitimidade da veneração de imagens que tinham sido suprimidos pelo édito do Império Bizantino durante o reinado de Leão III (717 - 741), seu filho, Constantino V (741 - 775) havia reprimido definitivamente a veneração de imagens.
Leão III, imperador 717-741, condenou o uso de imagens, e fez campanha contra elas. Constantino V, filho de Leão, convocou um concílio em 754, o qual proibiu o uso de imagens no culto. A igreja ocidental não aceitou a decisão deste concílio. Houve grande confusão teológica. No oriente, os monges, muitos clérigos e muitas pessoas simples queriam de volta as imagens. A imperatriz Irene estava a favor de imagens, e decidiu convocar mais um concílio, juntamente com Társio, bispo de Constantinopla, e Adriano, bispo de Roma.
Por fim, o Concílio II de Nicéia, aceito como o 7º Concílio Ecumênico, restaurou o uso de imagens nas igrejas.
 Podemos também resumir a trajetória dos concílios, da seguinte forma: a partir de 325, com o Concílio de Nicéia, começam os concílios maiores, chamados ecumênicos, convocados para estabelecer a posição da Igreja ante doutrinas consideradas heréticas. Nesse primeiro concílio geral aprova-se o credo de Nicéia, como resposta ao arianismo; em 381 (Constantinopla I) define-se a natureza da divindade do Espírito Santo; em 431 (Éfeso) trata-se da unidade pessoal de Cristo e de Maria; em 451 (Calcedônia) definem-se as naturezas divina e humana de Cristo; em 553 (Constantinopla II) condenam-se os ensinos de Orígenes e de outros; em 680-681 (Constantinopla III) são dogmatizadas as duas naturezas de Cristo; em 787 (Nicéia II) é regulada a questão da veneração das imagens.

15 de setembro de 2011
Oiiii

Tenho passado dias difíceis e, graças a Deus, encontrei na Bíblia consolo para minha tristeza. Foi no Salmo 86. Na minha Bíblia de Estudo, embaixo do Salmo, está escrito que às vezes nossa dificuldade ou dor é tão grande que tudo o que podemos fazer é clamar a Deus, pedindo proteção. Frequentemente, quando não existe alívio à vista, tudo o que devemos fazer é reconhecer a grandeza de Deus e esperar por dias melhores. A convicção de que Ele responde às nossas orações nos sustentará em tempos difíceis.
Esses dias, meu pastor falou pra mim "não questione o modo de Deus agir, não queira impor o seu modo a Ele". Deus é soberano e nós, apenas servos. Mas, realmente é isso que fazemos, muitas vezes. Muitas e muitas vezes queremos dizer para Deus como é que queremos que Ele haja em determinadas situações. Tipo como se fôssemos ainda os donos da situação. A oração seria mais ou menos assim: "Senhor, por favor, eu PRECISO (geralmente trocamos o verbo querer pelo precisar, para ficar mais comovente a oração) fazer uma viagem para descansar, porque estou exausta"(mero exemplo). Quem disse que nós, tão limitados, sabemos o que é melhor para a gente? Quem disse, que no caso, uma viagem seria a melhor opção? Quem somos nós para determinarmos alguma coisa para Deus como se estivéssemos menosprezando Sua soberania? Sabe, são tantas coisas que fazemos, são tantos erros, tentando acertar, ou muitas vezes apenas tentando impor mesmo descaradamente....
Como é difícil apenas servir, sem questionar...
Como é difícil entregar pra Deus, coisas que queremos nós mesmos decidir, resolver da nossa maneira
Mas Deus não mentiu quando disse que a porta é estreita e larga é a porta que conduz a perdição.
Não nos enganemos com esse evangelho fácil pregado por aí, pela maioria das igrejas.
Não nos enganemos.
Vamos "gastar" tempo estudando a Palavra. Estudando mesmo, meditando, memorizando. Vamos usar nosso tempo em oração, porque o inimigo está ao nosso derredor buscando nos tragar .
Uma vez eu li que para não cairmos precisamos andar de joelhos e creio que este é um belo conselho. Andemos de joelho, em oração.
Dias difíceis, mas a Palavra diz que eu posso clamar a Deus no dia da minha angústia, porque Ele vai me responder (Sl 86:7).
Que bom ter essa certeza. Graças a Deus por suas promessas. Graças a Deus por ser sua filha. Eu, que era tão suja pelas vestes do pecado, que fugi de Deus por tanto tempo, buscando os prazeres (falsos) que esse mundo pode oferecer. Quantas loucuras, quanto engano...
Mas hoje, pela misericórdia de Deus, pela Sua graça redentora eu posso dizer "Aba Pai"!!!
Poder me achegar a Deus, ser lavada pelo Seu precioso sangue, me achegar sem medo, com liberdade, com intimidade. Isso é uma benção. Meu maior presente.
Só pra finalizar, queria falar duas coisas. A primeira é que, não sei porque, não consegui colocar o vídeo do youtube, que eu havia prometido, na postagem. Então, coloquei na lateral do blog. Assistam, vale muito a pena. São 8 minutos de uma pregação tremenda. Tem uns 4 vídeos na barra lateral, mas o principal é o da mensagem aos jovens - tremendo. Ahh...serve para qualquer idade. Achei tão lindo quando assisti na igreja que comecei a chorar. É uma benção.
E a segunda coisa é que, quando comecei a escrever esta postagem, eu estava muito triste, mas como precisei dividir minha plaquinha da vivo com meu sobrinho..rs, não pude terminar de escrever naquela oportunidade, por isso, que termino sem falar muito sobre o que me deixou triste. Já estou melhor e, crendo no mover de Deus. Mas, como todos nós, precisando de oração!!!!